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One hit wonder no Brasil, Madness tem grandes clássicos do pop britânico
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Fernando Kaida

No Brasil, o Madness sempre foi mais conhecido pelo sucesso “Our House”, de 1982. O grupo, porém, é uma verdadeira instituição da música britânica com diversas canções de sucesso e fãs ardorosos.

Criado no bairro de Camden, em Londres, foi um dos principais grupos da onda inglesa que revisitou o ska jamaicano no final da década de 1970, que contava ainda com The Specials e The English Beat, entre outros.

Além do ska, cuja presença é mais forte nos dois primeiros discos, o grupo incorporou elementos de soul, rock e pop em canções que fizeram do Madness um dos nomes mais adorados na Inglaterra desde a década de 1980.

Se você é dos que só conhecem a banda por “Our House” ou não tem familiaridade alguma com o som do Madness, este é um bom momento para mudar isso. O selo inglês Salvo, especializado em relançamentos, colocou há alguns meses no mercado a caixa “A Guided Tour of Madness”, com três compilações e um DVD. São 70 faixas tiradas de toda a carreira dos ingleses mais o registro do show de retorno da banda, em 1992, que fazem da caixa uma ótima introdução. Mas é bem possível que depois das compilações você queira ir atrás dos álbuns completos.

E, se for para ouvir os discos de estúdio,  as melhores opções são os relançamentos de 2010, quando seis álbuns do grupo ganharam edições duplas com dezenas de faixas extras, com gravações ao vivo, versões alternativas, e os divertidos clipes do sexteto.

Meus álbuns favoritos são a estreia “One Step Beyond” (1979), pela energia das canções, e o quarto, “Madness Presents The Rise and Fall” (1982), que traz o grupo no auge criativo. É desse disco o hit “Our House”.

E os músicos seguem em atividade. Para 2012 o site oficial da banda divulga shows no México e no festival da Ilha de Wight, no Reino Unido. É uma das bandas que poderiam passar por aqui.

Coloco neste post uma série de clipes e algumas faixas bônus incluídas nos discos “One Step Beyond” e “Madness Presents The Rise and Fall”. Boa diversão!

 

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Mais de Madness na Rádio UOL.


Compilação retrata período fervilhante na música britânica por meio das Peel Sessions
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Fernando Kaida

As famosas Peel Sessions, gravações de artistas ao vivo no programa do DJ inglês John Peel na BBC, acabam de ganhar uma coleção dedicada a um dos períodos mais criativos e interessantes da música pop.

“Movement – BBC Radio 1 Peel Sessions 1977 – 1979” faz em 41 faixas uma espécie de registro da diversidade e importância do programa em um momento em que a música britânica fervilhava. A seleção tem nomes –então novos– do punk, pós-punk, reggae, ska e veteranos do pub rock em apresentações exclusivas nos estúdios da BBC para o programa de Peel.

The Jam, Buzzcocks, Siouxsie and The Banshees, Stiff Little Fingers, Joy Division, Simple Minds, Public Image Limited, Steel Pulse, Madness e Human League são apenas alguns dos artistas que contribuem com faixas para a compilação. Há ainda nomes menos conhecidos, como Tom Robinson Band e The Flys, que servem como exemplo para o ecletismo do programa. Bastava sua música cair no gosto do DJ para ganhar espaço.

“Movement” é o primeiro volume de uma série com os arquivos das Peel Sessions que a BBC e a EMI prometem para os próximos meses.

The Jam – “In The City (Peel Session)”

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The Undertones – “Get Over You (Peel Session)”

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Até a morte do radialista, em 2004, ter sua música tocada no programa e ser convidado para gravar uma Peel Session era algo almejado por muitos artistas, novos ou não. O DJ Marc Riley, que assina o texto no encarte do lançamento, diz que “se John não tocasse seu disco, os dias de sua banda estavam praticamente contados.” Pode parecer exagero, mas dá uma ideia da dimensão e importância de Peel para a formação de diferentes gerações de bandas e ouvintes.

The Killing  Joke – “Wardance (Peel Session)”

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Madness – “The Prince (Peel Session)”

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Desde que comecei a me interessar por música,  fazia o possível para comprar ou gravar em fitas os discos em vinil que a gravadora Strange Fruit lançava com algumas das Peel Sessions. Graças à internet, ouvi ao vivo o programa por quatro anos, até a morte do radialista.

Nesse curto período de tempo, conheci artistas dos quais nunca tinha ouvido falar antes, e provavelmente continuaria sem conhecê-los, sem ouvir o programa que Peel apresentava três vezes por semana.

Em mais de 40 anos de carreira, John Peel nunca perdeu o interesse pelo novo e diferente. Em seu programa era possível ouvir na mesma noite, e em sequência, uma banda de indie pop, um death metal, um tecno hardcore e um clássico do reggae. Tudo junto e fazendo sentido.


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